Carregando o inferno dentro de si

 

A seguinte pergunta nos foi endereçada por Hora da Verdade no contexto do artigo Judas, cadê o dinheiro? : “Se Judas tivesse pedido perdão, teria sido perdoado?”

Atendi e publiquei a resposta. Porém, considerando a facilidade de consulta em PÁGINAS preferi republicar ampliando o texto anterior.

Quem faz perguntas sinceras merece resposta…

 A gloriosa ressurreição de Jesus de Nazaré e as profecias messiânicas realizadas consistiram na base do ensino e pregação dos apóstolos do Novo Testamento. Em linhas gerais o aparecimento do Messias, Sua manifestação a Israel, obra e rejeição pelas autoridades civis e religiosas de Israel ocupam o cerne dos Sinópticos (Marcos Mateus e Lucas, nesta ordem), de  Atos dos Apóstolos,  das Epístolas de Tiago, Paulo, Pedro, e escritos de João.

A certeza da profecia bíblica evidencia que o foco deste ensino e desta poderosa pregação está no caráter messiânico de que centenas de profecias falam. Essas referências cumpriram-se em Jesus Cristo e fornecem uma sólida confirmação das Suas credenciais como o Messias.

Consequentemente, diversas profecias apontavam para os dias finais de Sua habitação entre os homens. Especificamente, aquelas que apontavam para alguém íntimo, de coração avarento e infiel aos compromissos e pactos, o suficiente para negociar a traição (Sl. 41.9 cf. Jo. 13.18). Os Sinópticos (Marcos, Mateus e Lucas – nesta ordem), e João são unânimes neste sentido.

Demonstrando:

1. A traição

A profecia – “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar.” (Sl. 41.9, v. tb.  Sl. 55.12-14)

O cumprimento – “…Judas Iscariotes,… quem o traiu.” (Mt. 10.4; v. tb. Mt. 26.49,50; Jo. 13.21)

2. Ele seria vendido por 30 moedas de prata

A profecia – “Eu lhes disse: Se vos parece bem dai-me o meu salário; e se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata.” (Zc. 11.12)

O cumprimento – “Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.” (Mt. 26.15 v. tb. Mt. 27.3)

3. Dinheiro da traição atirado na “Casa de Deus”

A profecia – “…Tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro na casa do Senhor.” (Zc. 11.13b)

O cumprimento – “Então Judas, atirando para o santuário as moedas de prata…” (Mt. 27.5)

4. Preço dado ao oleiro pelo seu campo

A profecia – “…tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro na casa do Senhor.” (Zc. 11.13b)

O cumprimento – “E, tendo deliberado, compraram o campo do oleiro, para cemitério de forasteiros.” (Mt. 27.7)

Esta avareza desmedida concebeu o pecado maior no coração de Judas Iscariotes, ao encontrar-se furtivamente com os sacerdotes do Templo Judaico e deles receber dinheiro do cofre das ofertas para perpetrar a traição. E mais: Judas, com o dinheiro maldito no bolso, cumprindo a parte do acordo nefando (Mt. 26.48; Lc. 6.16; 22.3, 47,48), conduziu a tropa até o lugar onde Jesus estava em oração no Getsêmani.

Neste particular Judas cumpre essas profecias, desde o meter a mão na bolsa comum e para si desviar dinheiro necessário às coisas mínimas dos 12 e de Jesus: alimento, azeite, sandálias etc. (Jo. 13.39); até enforcar-se movido de remorso. Deste modo, o pecado era habitual nele, opressivo e rotineiro, como uma conduta obsessiva de que não se arrependia, apesar do ensino e pregação de Jesus sobre o arrependimento para a vida, assunto comum entre eles (Mc. 1.15; At. 11.18).

Nunca houve arrependimento em Judas, pois a avareza o fechou em seu pecado. Como judeu ele participou da Ceia Pascal, a última ceia presidida por Jesus, o Rabi.  Era o costume entre eles na observação da Lei. Nesta ceia e diante dos demais Jesus o desmascarou. Como não havia possibilidade de arrependimento nesse homem, Satanás entrou nele e Judas retirou-se (Jo. 13.27) para perpetrar a traição. Ele não teve os pés lavados

Notem isto. A profecia bíblica antecipa o fato, e os exemplos são vários, como escrevi em A minha alma engrandece ao Senhor. Deus viu o que aconteceria com este homem e antecipadamente avisou pelos profetas. Em vindo a ocasião oportuna do fato – ao desfecho do ministério de Jesus entre os homens -, Judas escolheu entregar-se à ação direta de Satanás. Coisa terrível!

Não tenha dúvida: havendo Judas rejeitado o “Deus Unigênito” (Jo. 1.18), ele passou a ser movido e possuído por Satanás, “o deus deste século (1 Co. 4.4). Importante dizer isso. Importante é estarmos firmados no que Deus disse do jeito que Ele disse nas Escrituras. Exemplo notório da fidedignidade e inspiração das Escrituras Sagradas. Invariavelmente, o caminho dos Judas de hoje continua o mesmo: avareza desmedida, convicção errada, desprezo às Escrituras, opinião errada, pecado concebido, remorso e forca e inferno. Os Judas de hoje carregam o inferno dentro de si, apesar de travestidos de pastores.

 O Novo Testamento registra que o remorso de Judas o levou à forca (Mt. 27.3-10). Remorso (gr. metamelomai, lamentar) e não arrependimento (metanoeo, mudar de ideia). Apesar de jogar as moedas no santuário (onde somente os sacerdotes tinham acesso) e dizer aos sacerdotes (v. 4): “Pequei traindo sangue inocente”, ele ouviu a repreensão: “Que nos importa? Isto é contigo.” Evidentemente, muitas coisas estavam erradas naquele palácio religioso… e os retirantes já perceberam o que está acontecendo. Ora, Judas não se arrependeu; mas lamentou as consequências do ato de traição. Porém, enquanto o monarca esperneia, parece que alguns estão lamentando as consequências dos crimes … e vem mais por ai.

O desmascarar desses Judas maranáticos, os grandes e os pequenos, começou há algum tempo. O Blog denunciou e desempenhou importante papel neste processo. O Blog abriu portas para investigações do Ministério Público.

Os artigos ai estão, cheios de DENÚNCIAS em mais de 7.000 postagens, mostrando o que está acontecendo no beco sem saída do ninho sujo em que o dominador do rebanho encurralou as ovelhas.

Os Judas maranáticos, mancomunados com donos de balcões de negócios, estão neste processo de encantamento com a avareza despudorada. Eles festejam nos banquetes de ladrões enquanto pisam nos pobres; porque o amor ao dinheiro é a raiz dos pecados deles. E o pior: arranjam profetadas e revelagens para encobrir esses pecados. Não satisfeitos, mancomunados com o dono do palácio da rainha desfigurada, criam fakes com acesso constante às comunidades e redes sociais, a fim de lançar calúnias, difamações, injúrias e maldições contra os que protestam (alguns estão marcados para morrer). Denunciei isto no artigo A CONSPIRAÇÃO.

Os meias-solas mercenários não produzem frutos sadios: produzem espinhos (Hb. 6.4-8 ) na quantidade do que semeiam e nos lugares em que semeiam; e bem pode acontecer que alguns de nós tenhamos que conviver com muitos deles, até o arrebatamento iminente, indivisível e instantâneo da  igreja de Deus… corpo de Cristo” (1 Co. 1.2; 12.27).

 Ora, esses maus pastores fazem pior do que Judas Iscariotes, porquanto dispõem de dinheiro dos cofres da igreja e até criam blogs para perseguirem aqueles que romperam com o gedeltismo monárquico e pseudocarismático e depois exclamam: falei conforme ossorrevelô.

Retirantes, fujam desses maus pastores.

NOTAS

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Atualização em 28.09.2014 às 16:25.

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