As Famílias do Papado

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As Famílias do Papado

Ao longo de um período de aproximadamente 600 anos, o papa era selecionado a partir de apenas onze famílias — Orsini, Bórgia, Piccolomini, De Médici, Colonna, Farnese, Caetani, Borghese, Barberini, Aldobrandi e Sforza. As quatro primeiras ocuparam o papado por não menos que nove ocasiões. O historiador George L Williams fez um excelente trabalho em estabelecer o papel dominante que a genealogia e a sucessão dinástica exerceram em decidir o papado. Em Papal Genealogy: The Families and Descendants of the Popes (Genealogia Papal: As Famílias e Descendentes dos Papas, 1997), ele faz as seguintes e instrutivas observações [pág. 160]:

“As famílias dos príncipes papais tinham a tendência de fazer seus filhos se casarem com filhas de outras famílias com títulos papais, e os casamentos entre os membros dessas famílias ainda estão ocorrendo no século 20. Durante os períodos do Renascimento e do Barroco, os papas fizeram suas famílias prosperar presenteando-as oficialmente com territórios, títulos e emolumentos, porém seus descendentes frequentemente se casavam com membros de antigas famílias papais, como os Colonna, Orsini, Sforza-Conti-Cesarini (herdeiro dos Conti) e Caetani. Mas, desde o século 17, as famílias dos papas do período Barroco (isto é, os Boncompagni, Ludovisi, Chigi, Albani, Altieri, Borghese, Aldobrandini, Ottoboni, Barberini, Pamphili, Rospigliosi, Odescalchi e Corsini) estão mais inclinadas a fazer seus filhos se casarem com filhas umas das outras…”

Grande parte do mesmo sistema de apadrinhamento e nepotismo operava em outras poderosas cidades-estado italianas. Por exemplo, Veneza foi uma das entidades políticas mais influentes no mundo durante vários séculos. Entretanto, a classe governante naquela grande cidade-estado era constituída por apenas um pequeno grupo de famílias. Cada família tinha sua vez de ocupar o topo, em uma forma de rodízio — ocupando o cargo vitalício de doge — ao mesmo tempo que continuava a garantir que a maior parte das políticas seguidas fossem de benefício para o grupo como um todo. O sucesso dessa estratégia é confirmado pela longevidade desse pequeno estado. Em uma época em que impérios formidáveis ascenderam e caíram, ele sobreviveu e prosperou, desde aproximadamente o ano 700 até 1798, quando foi finalmente vencido por Napoleão.

No período de 1190-1730, Veneza teve um total de 73 doges, dos quais 36 vieram de apenas nove famílias — Contarini, Mocenigo, Dandolo, Cornaro, Gradenigo, Priuli, Morosini, Donato e Venier. Sempre era do interesse dessas famílias influentes, bem como daquelas com as quais elas se aparentavam via casamentos, apoiar e defender o sistema. Nem uma família dominava, porém a elite governante mantia todas as demais famílias influentes em xeque. Elas podiam ser cruéis no tratamento que dispensavam aos estranhos, confiantes por saberem que os mesmos métodos não seriam usados contra elas mesmas. A cidade de Gênova usava um sistema similar, porém era menos eficaz, pois um número menor de famílias recebia a permissão de dominar. Por exemplo, no período de 1339-1527, o cargo de doge, que mudou 42 vezes, foi ocupado em não menos que 29 ocasiões por apenas duas famílias: os Adorno e os Fregoso.

Os venezianos também usaram outra técnica vital para consolidar seu poder — uma rede ampla de espiões e informantes. Esses agentes estavam baseados nas cortes das principais cidades italianas, bem como em cidades-chaves em toda a Europa. Os dados de inteligência coletados por meio dessa rede, permitia que os venezianos explorassem as oportunidades comerciais e militares, contemporizassem seus inimigos e, por meio da intriga e da desinformação, colocassem um reino contra outro. O mesmo sistema foi adotado e aplicado pela Ordem dos Jesuítas logo após sua fundação, em 1540, e passou por muitos aprimoramentos desde então.

Jeremy James

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