Esta insensibilidade crônica

Sobre quem fica no ninho e não mais cumprimenta quem saiu. Uma das coisas mais vergonhosas vindo de pessoas que dizem servir a Deus.

Não choramingamos o cumprimento de vcs, deveríamos até nos sentir mais leves por nos considerarem diferentes de vcs, mas o sentimento real que aqui externo é o de lástima. Deviam consertar e fazer pontes, não barreiras. Pessoas que agem assim não entenderam ainda a Palavra. Marginalizam os que não pensam como eles, do mesmo jeito que gedelti introjetou em suas mentes para pensarem.

Colocam apelidos como primos, caídos, pecadores, e dizem entre outras coisas que não entendemos a revelação, etc… Consideram a nós como um nada, uma escória, indignos, hereges. Para eles somos piores que alguém que nunca ouviu falar de Deus, pelo simples fato de não compactuarmos com a icm. Vou contar a eles 3 passagens da Palavra de Deus onde religiosos cheios de si pensavam e agiam da mesma forma com quem não se encaixava nos moldes deles. Este tipo de gente foi desprezada, era proibido o convívio com elas. Não a recebiam em suas casas, não lhes davam direito algum, sequer a cumprimentavam. Eram pessoas sem voz e sem vez. Até Jesus encontrar-Se com elas e mostrar aos demais como elas deveriam ser recebidas. Então foram amadas, perdoadas, tratadas com dignidade e amor, e mesmo sem sequer sabermos o nome delas, as conhecemos na Palavra pq foram e são amadas por Deus, porque assim quis o nosso Senhor que se registrasse para a posteridade.

Os mesmos religiosos hipócritas da época são os mesmos de hoje em dia. Pensam que conhecem as pessoas pelo exterior que apresentam, mas ainda que sejam curados de suas lepras, eles continuam leprosos espirituais. São os fariseus da fé. Externam fé por fora, mas por dentro é podridão. Jesus os chamou de sepulcro caiado. Não amam a quem Deus ama. Não convivem com quem Deus conhece até pelo avesso. Não cumprimentam com a famigerada “apds” a quem Deus tem dado paz e sido Senhor mesmo não estando no “ninho” deles. Não visitam e nem convidam para suas casas a quem tem feito de seus próprios lares habitação do Altíssimo. Escondem o rosto para seus semelhantes evitando qualquer contato, não discernindo o corpo de Cristo. Lançam intensos olhares de condenação em cima de nós, e não entendem que como nós, são carecedores da mesma intensidade de olhar, só que da misericórdia de Deus.

Simão, o fariseu, havia convidado Jesus para comer em sua casa. Uma mulher pecadora da cidade chegou na casa e mesmo sem ser convidada se prostrou aos pés dEle enquanto Ele estava sentado à mesa. (Lucas 7 36-50) Ela chorava a ponto de banhar os pés de Jesus com suas lágrimas, e depois os enxugou com seus cabelos, os beijou, para em seguida os ungir com o mais fino perfume que havia trazido. Em seu pensamento o fariseu criticou Jesus dizendo a si mesmo que se na verdade Ele fosse um profeta, saberia de quem se tratava de fato, aquela mulher e não se deixaria tocar por ela – Assim, deste mesmo jeito, os do ninho têm julgado outros. Condenam os que saem, e os trata mal para que Jesus “entenda” quem são os caídos… Como se Jesus dependesse disto para ter um juízo de valor.

Em outra ocasião na casa de Lázaro a cena se repete a 6 dias antes da páscoa. (João 12) Agora era Maria, irmã de Marta e Lázaro que tb unge os pés de Jesus com um perfume de alto preço enquanto Ele estava sentado à mesa. Novamente uma mulher que – segundo o pensamento da elite religiosa da época – era o símbolo de pessoa marginalizada, indigna de se ter por perto, sequer ser cumprimentada pelos religiosos, menos digna ainda de tocar Jesus. A crítica agora é de quem em breve ia vender a Jesus por 30 moedas: Judas, filho de Simão. Este considera um “desperdício” derramar um frasco caríssimo de perfume nos pés de Jesus. Sua opinião era que deveria te-lo vendido e entregue o dinheiro da venda aos pobres…

Ainda outra ocasião, agora a somente 2 dias da páscoa, mais uma vez uma mulher (Marcos 14 e Mateus 26: 7 a 13) Estavam reunidos na casa de outro Simão, o leproso. Assim como a primeira mulher citada acima, esta tb não tem nome, é simplesmente chamada de uma mulher. Ela entra e silenciosamente quebra o vaso de alabastro e derrama todo o óleo de puríssimo e caríssimo perfume em Jesus enquanto Ele estava sentado à mesa com os demais. Não somente em seus pés, mas esta mulher derrama todo o conteúdo na cabeça de Jesus, e o perfume se espalha pelo corpo todo. Novamente o ato recebe crítica. Mas agora não é de Judas, mas é “dos discípulos de Jesus” que ficam INDIGNADOS com o que eles consideram tb como um grande desperdício. Afirmam que seria melhor ter vendido por um grande preço aquele perfume, e entregue o dinheiro aos pobres…

Quanta coisa linda a considerar aqui! Ficaria dias e dias pensando na profundidade de tudo isto e não esgotaria todo significado!

Nas 3 situações Jesus estava À MESA. Ora com quem Ele havia curado da lepra (Simão), ora com quem Ele havia ressuscitado (Lázaro), ora com todos os discípulos e maiorais da época. Ele sempre se coloca à disposição de quem queira ter comunhão com Ele, busca em todos a rendição incondicional de arrependimento, mas ao invés de rendição encontra críticas. Julgamento. Condenação. Nenhum daqueles que Ele havia curado, perdoado, ressuscitado entregou a Ele um derramamento total a Seus pés – mas foi uma pessoa marginalizada, uma considerada um nada, uma escória, pecadora, indigna, foi esta quem a Ele rendeu o puro louvor de uma alma genuinamente grata. Nem a maior imundície e fedor resultados do pecado, que é morte, separou estas mulheres de entregar a Jesus toda gratidão. Nem a insensibilidade leprosa de anos no pecado as separaram do amor de Jesus. Nem os olhares de reprovação e condenação dos que pensam ser santos a impediram de ter íntima comunhão com Ele!

Glórias a Deus por nós retirantes não dependermos da aprovação de vcs do ninho para nos achegarmos e sermos recebidos por Jesus, pq Ele nos conhece pelo nome, pelo coração contrito, pelo muito cair mas tb pelo muito querer permanecer de pé. Jesus está constantemente à mesa com vcs, rendam a Ele o louvor que a Ele é devido e uma das formas de fazer isto é não se sentirem acima de ninguém, pq há um só Reto Juiz, um só Advogado, uma só Testemunha, e asseguro que não é nenhum de vcs! Ái de quem se arvora em querer julgar servo alheio! Oro para que se curem desta insensibilidade crônica, desta lepra espiritual, e sintam o amor de Deus pela vida de cada um de nós: Maranatas ou não.

Maria (CV de saias)
No artigo Discriminação e preconceitos, postagem de 12/07/2012 as 20:45

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