Judaísmo Messiânico

Judeus Messiânicos e suas heresias.

Judaísmo Messiânico é uma ramificação religiosa que segue as tradições religiosas judaicas, e que também acredita na figura de Jesus de Nazaré como sendo o Messias esperado pela tradição judaica. Este Jesus, descendente do rei Davi, que iria reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de Davi, trazendo paz ao mundo.

O moderno Judaísmo Messiânico é um movimento surgido no século XX nos EUA, originado do Hebreu-Cristianismo, nascido na Inglaterra no século XIX. O judaísmo em geral rejeita o Judaísmo Messiânico/Nazareno como sendo um ramo do judaísmo.

Por incrível que pareça, estes grupos Messiânicos são apoiados por Igrejas Evangélicas, que atualmente tem promovido uma aceitação das tradições judaicas, como o uso de músicas e orações em Hebraico. Adotam as festas religiosas judaicas. Usam itens como kipá e talite, além de uso de nomenclatura e termos de origem judaica (como rabino). Mas negam muitas vezes outras tradições judaicas, e alguns aspetos doutrinários da Tora, ou seja, acabam não sendo nem judeus e nem cristãos.

O governo de Israel não reconhece Judeus Messiânicos como Judeus.

Suas principais heresias:

Sobre Jesus

Jesus é para os Judeus Messiânicos, o Messias Judeu. O principal grupo Messiânico crê em Jesus como sendo “A Tora (Palavra feita carne )” (João 1.14 ). Quanto à Divindade de Jesus, no entanto os grupos se divergem.

Sobre a Trindade

Alguns refutam a ideia da Trindade, entendendo que Deus é um apenas. Para isso, baseiam-se em Deuteronômio 6.4, que diz: “Ouve ó Israel, O Eterno nosso Deus é o Único Deus.” (Para saber mais sobre a Trindade clique aqui)

Os judeus são um povo que apesar de ser povo da Velha Aliança, não se pode negar que são alvorotados contra a cosmovisão do cristianismo. Seu Maior erro foi e é não querer entender a Grande Salvação que o Eterno lhes preparou. Estão esperando o Messias para livrá-los de seus inimigos. Porém não se dão conta de que o que eles aguardam ansiosamente já veio. Eles vão descobrir isto após serem cercados por seus inimigos. Quando não lhes restar outra opção, então reconhecerão que aquele que mataram na cruz, é Este que os livrará de seus inimigos. Não mais o filho de um carpinteiro, o qual pediram para que fosse crucificado, mas o verão como Rei de reis e Senhor dos senhores.

A Carta aos Hebreus narra aquilo que os Judeus Messiânicos negam. No capítulo 1.1-9 diz: “Muitas vezes e de muitas formas, Deus falou no passado a nossos pais por meio dos profetas. Nesta etapa final nos falou por meio de seu Filho, a quem nomeou herdeiro de tudo, por quem criou o universo. Ele é reflexo de sua glória, expressão do seu ser, e tudo sustenta com a Sua Palavra Poderosa. Realizada a purificação dos pecados, sentou-se no céu à direita da Majestade; tão superior aos anjos, quanto é mais excelente o título que herdou. Pois, a qual dos anjos disse alguma vez: Tu és meu filho, eu hoje te gerei ? E em outro lugar: Eu serei para ele um pai, ele será para mim um filho? Da mesma forma, quando introduz no mundo o primogênito, diz: Que todos os anjos o adorem. Aos anjos diz: Ele faz dos ventos seus anjos, das chamas de fogo seus ministros. Ao Filho, ao contrário, lhe diz: Teu trono, Ó Deus, permanece para sempre, cetro de retidão é teu cetro real. Amaste a justiça, odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com perfume de festa entre todos os teus companheiros”.

O autor da carta aos Hebreus deixa claro no seu conteúdo teológico que Cristo é Deus, superior aos anjos, criador do universo e sustenta todas as coisas pelo seu poder. O próprio Deus no verso 9, refere-se a Cristo como sendo verdadeiro Deus.

Portanto Judeus Messiânicos cometem os mesmos erros dos antigos israelitas, que no deserto foram rebeldes e de duras cervis. Ainda hoje, continuam rejeitando as verdades mais sublimes. O Messias é o Cristo, Deus criador de todas as coisas – A segunda pessoa da Trindade. Porém Judeus e Judeus Messiânicos continuam tropeçando na pedra de tropeço. Cristo é o fundamento de todas as coisas animadas e inanimadas.

A palavra Deus (theos) atribuída a Cristo é também no Novo Testamento atribuída a Deus Pai. Em todos esses trechos a palavra “Deus” é usada para indicar o Criador e governante de tudo.

No Velho Testamento, portanto bem conhecido dos Judeus Messiânicos também apresentam Cristo como Deus. Em Isaías 9.6, diz: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte…”

O próprio Cristo se declara Deus quando Ele diz: Em verdade, em verdade vos digo: “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (João 8.58).

Os líderes judaicos reconheceram de imediato que Ele não estava falando por enigmas nem pronunciando insensatez: quando disse: “EU SOU”, estava repetindo as palavras que o Próprio Deus usou (Êxodos 3.14).

Em relação à doutrina da Trindade, os Judeus Messiânicos não compreendem que não são três deuses, mas Um Só Deus. Pois os mesmos atributos pertencentes a Deus, também são pertencentes a Cristo e ao Espírito Santo. A Trindade Constitui-se do Pai, Filho e Espírito Santo. Uma só substância, um só elemento e três pessoas distintas na Divindade formando o Deus Bíblico.

A doutrina da Trindade é uma das mais importantes da fé Cristã. Apesar da palavra Trindade não ser encontrada na Bíblia, podemos em várias passagens do Antigo Testamento, assim como do Novo Testamento, encontrar claramente a percepção que Deus existe em mais de uma pessoa. Somente quem está com os olhos encobertos pela incredulidade é que não consegue chegar a esta razão, pois a doutrina da Trindade se revela progressivamente na Bíblia. Assim como Cristo se revelou na plenitude dos tempos, o conhecimento sobre a Trindade foi um presente de Deus para a raça humana.

O último verso de 2 Co 13.13, mostra claramente a ideia da Trindade, o texto diz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.”

Portanto os Judeus Messiânicos continuam errando naquilo que tropeçaram. Negam a Cristo como sendo Deus, e não aceitam a Deus como Trindade. Que o Eterno possa abrir os olhos do entendimento dos Judeus e Judeus Messiânicos, para que compreendam esta tão grande salvação.

O Sábado

Outra bandeira do judaísmo messiânico é a doutrina envolvendo a guarda do sétimo dia. Colocam isso como apenas um dia de celebração, e não mais um ato cerimonial da Lei, mas na questão prática da vida da igreja acabam impondo esse ponto doutrinário.

Algumas considerações aqui se tornam então necessárias:

Em primeiro lugar, a moral sabática não se refere a um dia especifico da semana. Diz que devemos trabalhar seis dias e descansar no sétimo, ou seja, um dia de descanso semanal. No calendário romano cristão o dia de descanso é o Domingo, descansando nele estamos de acordo com a moral sabática – “Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho” (Ex. 20:9).

Segundo, se partirmos do princípio da criação, para construir o calendário, a história se complica. Deus criou o homem no sexto dia (Gn. 1:26, 27), o sétimo dia da criação foi, portanto, o primeiro dia da semana do homem. Não se justificaria o homem ser criado em um dia e já descansar no próximo. Assim, o sétimo dia de Deus é o primeiro do homem. Seguindo a semana, de acordo com essa lógica da semana da criação, o dia de descanso do homem seria na Sexta-feira e não o Sábado.

Terceiro,  Josué parou o sol pelo período de quase um dia, somando-se a isso o retrocesso do relógio de Acaz, temos um dia inteiro em que o tempo teria ficado parado (Js. 10; Is. 38:8), assim a semana foi alterada e o Sábado virou Domingo!

Quarto, os dias da criação provavelmente não eram dias de 24 h, mas grandes períodos de tempo, pois como Adão teria visto as luminares, se a velocidade da luz das estrelas que vemos demorou milhares de anos para chegar até nós?

Quinto, em qual fuso horário deve-se guardar o Sábado? Pois quando é Sábado em um país é domingo em outro, como resolver essa problemática para que todos no planeta guardem o mesmo shabath de Deus?

Sexto, o Sábado deveria ser guardado do pôr-do-sol ao pôr-do-sol (Lv. 23:32). Então, como fazem os sabatistas do extremo norte para obedecer a esse mandamento, visto que o sol pode demorar meses para se pôr?

Por último, o próprio Deus trabalhou no sétimo dia, veja – “Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito” (Gn. 2.2). E segundo o evangelho de João Ele nunca parou de trabalhar (cf. Jo. 5.17).

Conclusão

Nesta breve contestação mostramos somente algumas coisas que faz com que o CACP não recomende o Judaísmo Messiânico como um movimento saudável e de evangelização de judeus – como querem alguns, mas como mais um movimento herético que precisa ser rejeitado e refutado.

Autor: Prof° João Tocalino

http://www.cacp.org.br/judaismo-messianico/

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Leia mais

http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2015/11/aturando-erros-e-colhendo-frutos-podres/comment-page-1/#comment-24077

A Cabala é um livro panteísta.

A fé judaica moderna se apoia em dois pilares: a Cabala e o Talmude, escritos debaixo de influência pagã originada no tempo do cativeiro babilônico (punição que Deus determinou aos habitantes de Jerusalém devido à incredulidade, injustiça social, perseguição dos profetas de Deus e resistência dos judeus).

Apesar da destruição do Templo em Jerusalém (70 d.C.), conforme Jesus profetizou (Sermão Profético Mc 13, M5 24,25 e Lc 21), o Judaísmo  sobreviveu a destruição do Templo em.

Judaísmo descende da seita dos fariseus e nada tem a ver com o “evangelho de Deus… poder e sabedoria de Deus”.

Não duvide: a Cabala e o Talmude – pilares da fé judaica moderna – são livros essencialmente gnósticos.

“O SENHOR é minha justiça.”

CV.

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