A visão dos quatro animais simbólicos

Daniel 7.1-28

  O capítulo 7 é anterior, cronologicamente, ao capítulo 5 (v. 1; cf. Dn 5.30). Esta visão de quatro animais corresponde à visão de Nabucodonosor no capítulo 2.

A imagem do capítulo 2 representa o conceito geral do governo humano, ao passo que os quatro animais individualmente representam tipos de governos humanos. Todavia, aqui, no capítulo 7, há uma ênfase maior nos eventos escatológicos.

O leão representa Nabucodonosor (como no capítulo 2, o seu império está personalizado nele). O arrancar das asas é uma referência à sua insanidade, e a concessão de uma “mente humana” (literalmente, “um coração de homem”), é uma referência à sua conversão (cf. nota de Dn. 4.1-37).

O urso é um tipo do Império Medo-Persa. “Levantar-se-á de um lado” (Dn. 7.5) se refere aos dois parceiros desproporcionais do império: os persas gradualmente obtiveram a supremacia sobre os medos. As três costelas provavelmente se referem aos três impérios absorvidos pela Pérsia: a Babilônia, o Egito e a Líbia.

O leopardo é uma referência à Grécia, e as suas quatro asas e cabeças se referem à divisão do Império Grego em quatro seções, depois da morte de Alexandre, o Grande (cf. Dn. 8.8,21,22).

O animal cujo nome não é mencionado representa Roma. Os dentes de ferro (Dn 7.7) se referem ao poder militar incomparável de Roma (7.19; igualmente representado pelo ferro nos pés da imagem no capítulo 2). O fazer em pedaços e o pisar demonstram a imposição da cultura de Roma e suas leis sobre os povos conquistados (7.7,19).

Os dez chifres ou pontas (correspondendo aos dez artelhos da imagem) ultrapassam a “lacuna” profética para o fim dos tempos. Eles não são identificados separadamente, como foram os artelhos no capítulo 2, porque são continuações do sistema romano de governo, que praticamente dominou todo o mundo civilizado.

Os olhos da “ponta pequena” indicam inteligência e habilidade sobrenaturais (Dn 7.8). A boca que fala grandiosamente contra Deus está relacionada com a descrição do animal em Apocalipse 13.5-7. A “ponta pequena” faz guerra contra os santos durante três “tempos” e meio (quarenta e dois meses, Ap 13.5-7), mas é finalmente destruída e lançada no lago de fogo (Dn 7.11; cf. Ap 19,20).

BÍBLIA DE ESTUDO – PALAVRAS-CHAVE – CPAD –2015. Texto Bíblico: Almeida Revista e Corrigida, 4ª. Edição, 2009, SBB

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