Caminhos guardados em segredos…

 

“Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio.” 2 Co. 1.20

 Às vezes absorvemos incredulidades, heresias e mentiras dos falsos mestres e falsos profetas; e, desatentos, nem percebemos o que foi introjetado na nossa mente. Daí os erros graves no ensino e no púlpito.

Assim, alguém egresso do maranatismo pseudocarismático declarou (ênfase nossa): Para nós (discípulos) nos basta crer que Deus nos livrará da ira vindoura, seja ela tribulação, perseguição, ou até o mencionado período de 07 anos. Não importa se o arrebatamento será antes, durante ou depois da tribulação daqueles dias

Cansei de acho quê. Coisa esquisita! DISCORDO!

Com o pronome nos ele fala aos crentes em geral, dizendo que o livramento da “ira vindoura” pode ser: antes, durante ou depois da tribulação daqueles dias.  Que discípulo é este, que além de contrariar o Mestre, apresenta “outro evangelho” claramente diferente do que Deus disse, do jeito que Ele disse?

Escutem: infelizmente, com o  “nos” o autor deu nós na construção do pensamento, ao negar a iminência do cumprimento da poderosíssima promessa do Espírito de Cristo Jesus (1 Ts. 1.10b. – ênfase nossa): “Jesus… nos livra (gr. rhoumai) da ira [de Deus] vindoura.”

Caminhos guardados em segredos – 1

Em graça e misericórdia Deus desejava celebrar certa aliança com Abrão e chegara o impressionante momento (Gn. 15.12-21 – ênfase nossa):

“Ao pôr-do-sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus. E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates:…”

Esta revelação foi dada a Abraão em meio à gloriosa manifestação do SENHOR: “eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços.” Conforme o antigo costume de celebrar acordos, os contratantes passavam pelo meio das partes dos animais sacrificados, pronunciando um juramento solene e amaldiçoando o que não cumprisse a sua parte. Deste modo, o Eterno a Si mesmo permitia chegar ao nível da compreensão do homem.

Mas o SENHOR sabia que este homem jamais cumpriria a sua parte no acordo, evidentemente, por lhe faltar condições mínimas. Deste modo, o Altíssimo Deus lhe foi por fiador (cf. Jó 17.3). Ele é o garantidor das promessas. O Deus Todo-Poderoso não apenas expôs a Sua honra no cumprimento dessa aliança, como também garantiu a parte de Abraão. Porquanto Nele estravasam a graça inefável, a misericórdia e o poder transcendente. Bendita seja a Glória de seu Nome!

Pois bem.

Cercado de descendentes Abraão morreu em ditosa velhice. Depois encontramos esses herdeiros das promessas peregrinando “em terra alheia”, no Egito, onde ficaram por quatro séculos, até o momento do livramento. Então, o agir de Deus em gloriosas ondas de poder. Com “mão forte” o Deus Todo Poderoso entrou no cumprimento das centenárias promessas.

O livro de Êxodo descreve a chamada de Moisés (Êx. 3.2ss.) quando

“Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. (…) Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; (…) Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo.”

Da concessão de especiais poderes a Moisés, das pragas que assolaram o Egito, da instituição da Páscoa e da misteriosa morte dos primogênitos dos egípcios está escrito a respeito. E então, chegamos à passagem pelo meio do mar, assunto constantemente lembrado nas páginas Sagradas (Is. 43.15-18 – ênfase nossa):

“Eu sou o SENHOR, o vosso Santo, o Criador de Israel, o vosso Rei. Assim diz o SENHOR, o que outrora preparou um caminho no mar e nas águas impetuosas, uma vereda; o que fez sair o carro e o cavalo, o exército e a força—jazem juntamente lá e jamais se levantarão; estão extintos, apagados como uma torcida. Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas.”

Editores dos mapas de nossas Bíblias erraram e não querem consertar (com s) os erros. Por isso, eles mesmos oferecem piso aos céticos para criticarem as Escrituras. Enorme esforço em dizer, que quase 3.000.000 de hebreus passaram pelas águas do Mar Vermelho na extensão norte do Golfo de Suez. Inventam explicações, que nunca explicam a destruição dos exércitos do Egito; e este nunca mais se levantou como potência internacional.

Isto é abusar da inteligência média dos cristãos, além de grave ofensa às Escrituras. Neste caso, o que vale é o relato de testemunhas oculares, como lemos (Ex. 15.8): “Com o resfolgar das tuas narinas, amontoaram-se as águas, as correntes pararam em montão; os vagalhões coalharam-se no coração do mar.” Os primeiros relatos do Pentateuco derrubam as aulas equivocadas dos mestres, os mapas obtusos que parecem nas nossas Bíblias, livros e revistas de Escola Dominical.

O ICP erra neste ponto. Em duas de suas aulas aparece a extensão norte do Golfo de Suez como o local da passagem dos hebreus pelo mar. Ora, ao examinarmos as Escrituras, este evento jamais lograria êxito neste local de águas rasas. IMPOSSÍVEL!

http://www.youtube.com/watch?v=Qd7yQS39Ros&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=arHIrzPjMCI&feature=related

142_beach.jpg Nuweiba

Muitas discussões e muitos remendos sobre a rota inicial deste êxodo  histórico (até como justificativa dos mapas equivocados); porquanto este evento ocorreu a partir da praia em Nuweiba, no Golfo de Acaba, ainda em território do Egito. No entanto, a aliança com Abrão insistia que os descendentes sairiam do Egito “com grandes riquezas”.

O Eterno os direcionara até este local, para mostrar o que Ele e somente Ele poderia fazer através de um caminho escondido, caminho guardado em segredo, que oportunamente seria revelado aos olhos do povo. Essa intervenção causaria espanto nas nações. Na História! No mundo dos mortos.

Ora, somente em Nuweiba havia espaço suficiente para aquela enorme multidão cercada de perto pelos exércitos de Faraó. Mais parecia gado em curral, destinado à matança. Irrefutáveis as provas da Arqueologia que nos levam a repensar o conteúdo do ensino. Restante em  http://arqbib.atspace.com/exodo.html

Portanto, quando Deus anunciou a Abraão o cativeiro dos descendentes da aliança, garantiu o livramento deles. No momento da promessa Ele bem conhecia “um caminho no mar” na extensão leste Península do Sinai, bem escondido no profundo das águas onde a Península do Sinai e a Península Arábica se separam, ou seja, no Golfo de Acaba (ou Eilat). O Eterno não falhou na promessa que fez ao amigo Abrão, e, muito pacientemente pastoreou o grande rebanho em direção ao local onde ergueria montões de “águas impetuosas” que destruiriam os egípcios opressores. Quando cessa a Graça, o Juízo vem!

Por isso mesmo, enquanto peregrinavam, os antigos clamavam aos Céus (Sl. 80.1):

“Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.”

Prestem atenção ao caráter do Altíssimo Deus. Ele age, independentemente dos céticos que existem entre os cristãos e no mundo. Ele dispensa arcabouços e construções escatológicas formatadas em teologismos. Ele ri dessas loucuras dos homens sábios aos seus próprios olhos, pois o agir do Eterno está acima, muito acima dos imaginosos lineamentos que possamos presumir. Como está escrito (1 Co. 2.9): “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”

Caminhos guardados em segredos – 2

 Ao prometer o arrebatamento da “igreja de Deus… corpo de Cristo” (1 Co. 1.2; 12.27) antes “da ira [de Deus] vindoura”, o Espírito de Cristo Jesus o fez no contexto da Nova Aliança pelo sangue de Jesus.

Desde o início, a Aliança celebrada no Sinai (da Arábia) era considerada “sombra das coisas que haviam de vir” (Cl. 2.17; Hb. 8.5; 10.1). Estabelecida em caráter provisório, indiscutivelmente e legalmente seria substituída no momento oportuno. Então, o Espírito do SENHOR anunciou (Jr. 31.31-34, cf. 1 Co. 11.23-29 – ênfase nossa):

“Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.”

Deus está falando de mudanças, de poderosa e santa transformação. Ele ensina aos antigos que acontecerá algo novo no interior de cada indivíduo, influindo de maneira a torná-lo dócil e obediente aos propósitos do SENHOR. Ele promete ser eterna e inquebrantável essa “nova aliança”.

Em cima do muro ficou o autor da frase em comento, negando a iminência do cumprimento da maravilhosa e poderosíssima promessa de Deus (1 Ts. 1.9b-10; 4.16-17; 5.8-11 – ênfase nossa):

“…deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os motos, Jesus, que nos livra (gr. rhoumai) da ira [de Deus] vindoura. (…) Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;  depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tomando como capacete a esperança da salvação, porque Deus não nos destinou para a ira [de Deus], mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele. Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.”

imagesCAENT37HEnfaticamente, o Espírito de Cristo Jesus insistiu: a “ira de Deus” vem; mas, quanto à “igreja de Deus… corpo de Cristo” Ele grifou o livramento com a maravilhosa e poderosíssima promessa (1 Ts. 1.10b. – ênfase nossa): “Jesus nos livra (gr. rhoumai) da ira [de Deus] vindoura.” Ele foi categórico. Esta é a profecia. Este é o Decreto Messiânico. Fiel é Deus. Nada de dúvidas.

Este evento já está decido em seu caráter iminente, indivisível e instantâneo. Além do mais, com o emprego do pronome “nos” o apóstolo Paulo incluía a si mesmo nesta promessa; mesmo porque ele esclarece que a fonte deste ensino foi uma revelação (1 Ts. 4.15): “…ainda vos declaramos, por palavra (gr. logos) do Senhor”.

Indiscutivelmente, o cenário da “ira [de Deus] vindoura” aparece descrito no Apocalipse (6.12-17– ênfase nossa):

“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?

Na profecia o que está escrito, do jeito que está escrito, é o que vale. Negar a Decisão Divina de livramento da “igreja de Deus… corpo de Cristo” antes da “ira [de Deus] vindoura” e independente de sinais é gerar incertezas e ofensas à Verdade. Negar este ponto da profecia é negar a grandeza e inerrância do “evangelho da graça de Deus” (At. 20.24).

Nada de incertezas do tipo: Escuta ai, boa gente, depois de estudar o assunto e as diversas escolas de escatologia, confesso que estou meio perdido. Mas,  a boa notícia é que, a respeito do arrebatamento eu tenho uma nova revelação: o arrebatamento pode acontecer antes, ou durante, ou depois da tribulação daqueles dias… Ou não!!! Quem sabe?!

O que está faltando, é ensinar ao povo o caminho certo para o discernimento bíblico-crítico. Infelizmente, a presente geração de icemistas aprendeu a acreditar em alegorias (1) e em espiritualização de frases das Escrituras fora de seu contexto e conteúdo geral. Não tenho outro modo de dizer: eles foram enganados, continuam enganados e não se dão contas. Nenhum mergulho em correntes escatológicas nos servirá, se no final negarmos o Evangelho de Deus em sua simplicidade e em seu poder transcendente.

Ora, esta “ira de Deus” é a indignação justa, legal e santa de Deus contra o pecado (Ex. 22.24; Nm. 22.22; Sl. 21.9; 78.31 etc.). No Novo Testamento a frase é empregada em relação à “ira vindoura” (Mt. 3.7; Lc. 3.7; Jo. 3.36; 1 Ts. 1.10) com manifestações dos retos juízos de Deus (Rm. 1.18; 3.5), devido à natureza pecaminosa e rebelde daqueles que ainda não nasceram de novo e deste modo considerados “filhos da ira” (Ef. 2.1-3; 5.6).

Ora, em Ap. 8.5 não há como fugir do grego (TR – ênfase): και ειληφεν ο αγγελος το λιβανωτον και εγεμισεν αυτο εκ του πυρος του θυσιαστηριου και εβαλεν εις την γην και εγενοντο φωναι και βρονται και αστραπαι και σεισμος (RA-SBB – ênfase): E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.

Por espiritualizar esta frase o icemista-mestre-mor ensina, que o “fogo do altar” é o Espírito Santo, que o anjo joga sobre as cabeças dos homens (cujo batismo deve ser confirmado por bibliomancia e clamor pelo sangue de Jesus); e profetiza que as primeiras três trombetas já ressoaram e a quarta trombeta vai tocar num abrir e fechar de olhos (2). Esses desvios ensinados como doutrina revelada além da letra confundem, enquanto condena aquele que ao erro chama verdade. O chefe religioso instituiu o erro como dogma entre eles.

Se ainda confusos com os erros da doutrina revelada além da letra  os egressos desse maranatismo monárquico pseudocarismático organizam novas igrejas, não conseguindo entender e pensar biblicamente, os mesmos erros continuarão como correntes de incredulidade e resistência ao Espírito de Cristo Jesus. Para nossa tristeza isto está acontecendo.

Se, infelizmente, esses erros continuam introjetados nas mentes daqueles que de lá saíram, absurdamente darão curso ao DON (Doutrinas, Orientações e Normas do Presbitério cf. arts. 5º e 25 do Estatuto da ICM-PES). Indiscutivelmente, a heresia icemista tornou-se absoluta, normativa. Ele conquistou. Ele conseguiu o seu lugar entre os que erram, continuam enganados e não se arrepende. Mas por que não se arrepende? Por que ele acredita, no que quer acreditar, e ensina o que os seus alunos aprenderam a gosta de ouvir…

Resultados que surgiram:

a) a falsa expectativa do iminente toque da quarta trombeta;

b) a inconseqüência de estarmos na “grande tribulação” (Mc. 13.19; Mt. 24.21);

c) a unção baseada em bibliomancia, clamor revelado e os falsos e já famosos dãos obráticos exclusivos da comunidade eclesiástica acostumada a andar ao redor do Ídolo-OBRA;

d) o falso batismo com o Espírito Santo que ofende a Tri-Unidade da Divindade; e

e) o falso profetismo que corre nas unidades locais (artgs. 21,22,23 e 31 do E-ICM-PES) como fogo em palha seca.

Se Abraão apresentou os animais para o sacrifício, partindo-os e dispondo as partes separadas, a fim de que a glória de Deus fosse manifestada naquele consórcio; quanto mais a glória do SENHOR se manifestará diante da oferta do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo. 1.29), cujo corpo não padeceu putrefação (At. 2.27,31) e o sangue foi derramado para perdão e remissão de pecadores (Hb. 9.15). Por conseguinte, o ardente fogo do Pentecostes repousou sobre os crentes em Cristo, conforme prometido; e assim continua (At. 2.1ss.), fogo pentecostal que não se apaga. Mas entre os cristãos confessionais a incredulidade grassa. Muitos não mais acreditam nessas promessas e insistem em que os dons cessaram. Tristeza!

Se em conseqüência da aliança com Abraão o Eterno abriu o mar; e gloriou-Se em Seu julgamento contra os ídolos e impenitentes; e mostrou o livramento através de certo caminho guardado em segredo; agora, em decorrência da Nova Aliança pelo sangue de Jesus, o Espírito de Cristo nos garante outro caminho guardado em segredo. Antes fora a abertura do mar; agora é a abertura da dimensão espiritual. Aleluia! Algo fantástico. Indescritível! Antes a muralha de águas e o vento oriental; agora as miríades de anjos em alaridos, e alegrias indizíveis, e glórias inexprimíveis. A Noiva do Cordeiro Eterno é arrancada ao impetuoso sopro: VEM! e gloriosa e instantaneamente levada ao encontro do Noivo. E assim estaremos para sempre com o Senhor na Canaã Celestial. Que glória! Que honra! Que surpresa!

Se em decorrência da aliança com Abraão o Eterno guardou cerca de 3.000.000 de indivíduos que caminhavam em angústia através do deserto, apesar das poderosas promessas; e os preservou com riquezas e em vida através do antigo caminho guardado em segredo; agora, em decorrência da Nova Aliança o Espírito de Cristo Jesus majestosamente proclama o caminho guardado em segredo e destinado aos bilhões e bilhões daqueles que estão sendo santificados pela Palavra do Todo-Poderoso, cujas riquezas são as boas obras da salvação. E “num instante, num abrir e fechar de olhos (…) seremos arrebatados” por ocasião da última chamada.

Se na grande multidão dos descendentes de Abrão que saíram do Egito, havia “um misto de gente” que jornadeou com os hebreus (3); agora o Espírito Eterno NOTIFICA: apenas os santificados em Cristo conhecerão este caminho guardado em segredos; porquanto ficarão de fora “os que não tem esperança” (1 Ts. 4.13).

Conclusão

Ao dizerem, que no êxodo dos hebreus a passagem pelo mar foi nas águas rasas da extensão norte do Golfo de Suez, os mapas e nossos professores erram; eis que, se assim fosse, cerca de 3.000.000 deles ainda continuariam na grande Península do Sinai, isto é, ainda em terras egípcias. E onde arranjar “águas impetuosas” suficientes para destruir os exércitos de Faraó neste local? Pelo contrário, a Escritura insiste: com a passagem pelo meio do mar eles saíram do Egito. Paulo destrói essa loucura de turismo no Sinai do Egito, ao mencionar “o Monte Sinai, na Arábia” (Gl. 4.25). 

Biblicamente falando, alguém consegue demonstrar haver Deus desistido das promessas feitas a Abrão? Não conseguirá, pois Cristo é o descendente inigualável e único (Gn. 12.7 cf. Gl. 3.16,19); mas se alguém ainda se lembra dessas e de outras promessas, de Israel “o remanescente é que será salvo (…) segundo a eleição da graça” (Rm. 9.27; 11.5) e estabelecido como cabeça das nações no Reino Milenial.

Biblicamente falando, alguém consegue demonstrar haver Deus desistido de arrebatar a “igreja de Deus… corpo de Cristo” antes da “ira [de Deus] vindoura” ? Não conseguirá, porquanto o Espírito de Cristo certificou este evento como certo. Deste modo, por mais confiar em correntes escatológicas do que no que Deus disse, do jeito que ele disse, o autor da frase em comento anda em círculos e confuso.

Como exemplo importante do discernimento-bíblico-crítico, a erudição de Lutero continua alvo de louvores dos eruditos. Por que não o imitamos? Como fruto de teologismos (abusos de princípio teológicos), o autor da frase em comento ficou em cima do muro, ao dizer: Não importa se o arrebatamento será antes, durante ou depois da tribulação daqueles dias… Não importa?! IMPORTA SIM!

Desde a infância a passagem pelo meio do mar e o arrebatamento da “igreja de Deus…corpo de Cristo” consistem, em meu espírito, em dois caminhos guardados em segredos de Deus no cumprimento das maravilhosas promessas do SENHOR, o Todo-Poderoso. Esses eventos estão entranhados em mim, fazendo parte de mim mais que medula, ossos e tendões. Nestes exemplos eu me apego ao que Deus disse, do jeito que Ele disse.

Com ardis da linguagem do não-pensamento é fácil criar doutrinas reveladas, falsas profecias, falsas revelações, heresias pseudo científicas sistematizadas e teorias. Como é fácil desmascarar estes imbróglios! Existem aqueles duvidosos da existência de Abrão. Problema deles. Dizem outros, que a referida terra prometida aos seus descendentes é dos palestinos. Esses desordeiros e fanáticos religiosos educam suas crianças a odiar Israel, e os destinam à matança; e a matança vem! Os inimigos de Israel usam de todos os meios para questionar o direito de Israel à sua terra.

Nossos problemas começam, quando nos enchemos de alegações de acadêmicos em ciência da religião; de distorções da mídia; de ensinos de gnósticos, heréticos e novaerinos; de especialistas em opiniões religiosas; e de doutrina revelada dos falsos mestres e falsos profetas que distorcem as Escrituras, ensinam com os recursos da linguagem do não-pensamento  na base de alegorias e espiritualização de frases isoladas e fora do conteúdo e contexto do que Deus disse, do jeito que Ele disse nas Escrituras.

Promessas de levar os descendentes de Abraão à terra que Deus lhe prometera foram cumpridas, apesar da desobediente geração que pereceu no deserto. Milhares!

Reitero, em boa consciência cristã, que as divinas e poderosas promessas de conduzir a “igreja de Deus…corpo de Cristo”, como Noiva do Cordeiro, através de arrebatamento  iminente, indivisível, instantâneo e secreto  cumprir-se-ão, como o Espírito de Cristo Jesus disse, do jeito que Ele disse: “Jesus nos livra (gr. rhoumai) da ira [de Deus] vindoura.”

Tudo na Nova Aliança pelo sangue de Jesus é excelente e muitíssimo superior às alianças antigas e imperfeitas; e, deste modo, Nele “vivemos, e nos movemos, e existimos” (At. 17.28).

Verdadeiramente, o Deus que abriu o caminho do mar guardado em segredos e nele fez passar a descendência de Abraão, cumprindo antigas e poderosas promessas feita a um homem; é o mesmo Deus que preserva em segredos o caminho através da dimensão espiritual, por onde a descendência de Cristo Jesus passará, conforme o Eterno nos prometeu pelo Filho. Triunfantemente!

NOTAS:

Examine também:

http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2010/02/a-chave-de-toda-profecia/

http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/02/fico-com-as-escrituras/

http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2010/05/nada-a-ver-com-o-arrebatamento/

 (1) “Quando o princípio da alegoria é aceito, quando começamos a demonstrar que passagens e livros inteiros da Escritura dizem algo que não querem dizer, o leitor é entregue de mãos amarradas aos caprichos do intérprete.” (Apud F. W. Farrar, Hystory Of Interpretation, p. 232, J. Dwight Pentecost, in Manual de Escatologia, Editora Vida, cit. p. 33.).

De observar que, alegorizar e espiritualizar frases isoladas do contexto e conteúdo geral das Escrituras é erro. Mas entre os icemistas é considerado como alicerce para a doutrina revelada além da letra http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/01/nao-quero-ler-este-livro/

(2) Gedelti V. T. Gueiros – Revista Personalidades – A Quarta Trombeta, ano IV, n. 13, 1998, pgs. 39-41. Neste mesmo sentido: Guia Verbo, 1a. ed., 2002, pgs. 20-30; VerboNews – Edição Especial – Editora e Marketing Ltda, n. 13, Ano 2, Abril de 2006, pgs. 20-24.

(3) Ex. 12.38 – “um misto de gente” – a frase faz referência àqueles que em resultado de casamentos mistos não eram de puro sangue dos descendentes de Abrão, além de egípcios e membros de outras raças debaixo da mesma opressão. Cf. Jr. 25.24. 50.37

Cite a fonte caso faça cópia ou transcrição dos textos publicados neste Blog.  http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/03/caminhos-guardados-em-segredos/

Em nome da ética democrática, que a data original e origem da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

Evitem postagens fora do FOCO do artigo. O espaço para postagens é oferecido até para os nossos inimigos; porém, aqui não é lugar para calúnias e difamações. Discutimos doutrinas e ideias. Por ser deselegante evitem CAIXA ALTA (letras maiúsculas) nas postagens.

Imagens colocadas no artigo como ilustração foram retiradas da Internet (Google) e também dos textos aqui postados, suponho ser do domínio público. No caso em que haja alguma imagem ou texto sem os créditos devidos, não foi intencional; e, deste modo agradeceria em me avisar que colocarei os créditos ou retiro do Blog.

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7 Respostas para “Caminhos guardados em segredos…”

  1. […] Ademais, exige-se de quem crer (exercer fé) em Jesus, o Cristo Ressuscitado, o ardente batismo com o Espírito Santo (Mc. 1.8; At. 1.5,8; 2.1-4 etc.) para o testemunho eficaz a favor de Jesus, o Messias de Deus. Esta entrada na “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1 Tm. 3.15) definitivamente importa em comprometimento com o Reino de Deus; porquanto, o instante da última chamada para a “igreja de Deus… corpo de Cristo” é exclusivo, iminente, indivisível e misteriosamente preservado em segredos. […]

  2. […] Paz e prosperidade em Cristo Jesus, na esperança da nossa gloriosa redenção que se aproxima. É o que desejo, especialmente aos retirantes, como os desesperançados que aparecem magistralmente retratados na obra de C. Portinari (comentei no fim do artigo). […]

  3. M.Varela disse:

    CV, acompanho o blog mas qdo o assunto é Maçonaria ou Nova Era vc nada fala.Acho que vc deveria “abrir” o site para esses assuntos.Parece que tem gente da maçonaria na ICM… e ai o bicho pega.
    .
    .
    Olá, M.Varela

    Este SITE é específico e não foge ao seu objetivo.

    No seu monitor à esquerda, A ESPADA DO ESPÍRITO está indicado. Melhor do que este Site nestes assuntos eu não conheço.

    Por exemplo, pesquise “nova era” como indicado.

    Tem mais: patrocine este SITE e seja agradecido pelo esforço dos autores e dos tradutores.

    CV.

  4. Hora da verdade disse:

    Amados
    Dando continuidade ao comentário no artigo Arrebatamento Já, eis aqui mais uma preciosidade escondida dentro do Blog e que merece nossa atenção.

    Entendo que o momento é um tanto angustiante para os retirantes, diante dos desvios doutrinários e crimes praticados em tese) pela cúpula do sistema, enquanto aguardam a justiça dos homens se manisfetar.

    Creio que, enquanto agradamos, podemos nos aprofundar no estudo das Escrituras (com toda certeza muitos ja estão fazendo assim ) a fim de que não mais sejamos enlaçados por falsas doutrinas e ventos de doutrinas de homens gananciosos e amantes de si mesmos.

    Então, por que não aproveitar que o CV nos disponibiliza estes ensinos baseados nas Escrituras, escritos com riqueza de detalhes, os quais nos mostra com fedelidade os acontecimentos relacionados, com a certeza que estaremos sendo ensinados da maneira como Deus disse?

    Conhecer a verdade nos dá libertação.

    Paz

  5. […] O evento em comento, de caráter iminente, depende exclusivamente de CRISTO JESUS. E o Espírito de Cristo Jesus nos falou a respeito: “Jesus… nos livra da ira divina” (I Ts. 1.10; 5.9 etc). Dentro do tema ESCATOLOGIA deixei 14 artigos no Blog, por exemplo, Caminhos guardados em segredos… […]

  6. […] Porque de vós repercutiu (gr. execheomai) a palavra do Senhor [o evangelho da graça de Deus] não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma; pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira [de Deus] vindoura. […]

    Leia mais em
    http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2014/07/espelhos/comment-page-1/#comment-13647

    CV. “O SENHOR é minha bandeira.”

  7. Cavaleiro Veloz disse:

    As estimativas ficam entre 2.000.000 e 3.000.000 de hebreus por ocasião do êxodo do Egito. Confiante do cumprimento das promessas de iminente livramento da opressão, essa grande multidão foi guiada em direção às margens do mar Vermelho, olhando para o nascer do sol. Deste modo completada a travessia do Sinai eles estavam na fase final de definitiva saída das terras dos egípcios; e assim chegaram a certo local amplo: a praia de Nuweiba.

    As Escrituras apontam para a divina intervenção na forma de um vento oriental que soprou: as águas do mar se fizeram grandes muralhas, o leito ficou seco e o povo passou apressadamente. Livramento para aqueles que obedeceram e juízo de morte par os opressores. Os exércitos de Faraó foram dizimados.

    As pesquisas Ronald Eldon Wyatt (1933-1999) no local geraram notícias mundo a fora. Este arqueólogo (amador) alega haver informado às autoridades de Israel a respeito.

    https://www.youtube.com/watch?v=wiQUsiqBibg

    O artigo http://www.apocalipsenews.com/religiao/arqueologos-descobrem-restos-no-fundo-do-mar-e-confirmam-que-moises-atravessou-o-mar-vermelho/ aponta o Golfo de Suez, a 1,5 km do litoral da cidade moderna de Ras Gharib.

    Por essas e outras razões, estimo em factóide a notícia, não podendo estimar a razão.

    “O SENHOR é minha bandeira.”

    CV

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